Quarta-feira, Novembro 29, 2006

A culpa??? Essa é do iogurte!!!!




O antigo segurança José Esteves confessou, ter preparado um engenho que terá feito explodir o avião que matou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa no dia 4 de Dezembro de 1980.

O antigo segurança do CDS assume agora que foi o autor da bomba incendiária que provocou a queda do avião, mas que o seu plano era apenas pregar um "susto" ao general Soares Carneiro - candidato presidencial pela Aliança Democrática (AD) - e que o engenho foi alterado por forma a provocar a morte dos passageiros do Cessna.

A explosão da aeronave Cessna, no bairro de Camarate, a 4 de Dezembro de 1980, provocou a morte do então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, da sua mulher, Snu Abecassis, do ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, do chefe de gabinete do primeiro-ministro António Patrício Gouveia, assim como dos dois pilotos do aparelho.

Para uns foi um acidente, para outros um atentado. Depois de muitos anos em investigações, o caso nunca chegou à barra dos tribunais.

José Esteves explica que "era um engodo destinado a Soares Carneiro" e que "o circo mediático estava todo montado" e que, a bomba era para "fazer incendiar o avião no fim da pista, sem levantar, e pregar um susto".

Adelino Amaro da Costa tinha o avião disponível para viajar para o Porto, onde ia assistir ao encerramento da campanha de Soares Carneiro, mas este foi para Setúbal nessa noite, acompanhado de Freitas do Amaral.

O primeiro-ministro Sá Carneiro, que também ia para o Porto, acabou por desmarcar os dois bilhetes que tinha reservado na TAP e, juntamente com o ministro da Defesa, embarcou no Cessna.

José Esteves foi quem "fabricou a faca, mas não deu a facada". "Eu fabrico a faca, mas não dou a facada. As armas não matam. Quem mata são os homens. Em Camarate, tudo o que eu fiz foi dizer 'sim, senhor patrão' e diz ainda que "Montei um engenho incendiário para pregar um susto. Foi entregue na Rua Augusta, numa loja, debaixo de um 'puff'. Já sabia que era para um indivíduo de tez escura..."

José Esteves explicou que o engenho era uma mistura: "Se juntarmos clorato de potássio com açúcar e ácido sulfúrico temos uma bomba incendiária. Basta depois ter um tubo - e um cabo de reboque ser levantado - para o engenho ser accionado".

José Esteves assumiu a autoria do engenho para "pregar um susto", mas recusou ser considerado o assassino dos dois políticos portugueses e confessa que, ainda hoje, o caso Camarate lhe provoca sofrimento.


Em termos judiciais, o caso prescreveu em Setembro deste ano e, apesar da confissão, o antigo segurança nunca poderá ser julgado.

"Como alguém conhecido uma vez me disse, não tem solução: Peca por excesso de provas", - José Esteves.

Pelo menos que se salve a história e se apure a verdade, já que as vidas essas ficaram logo perdidas...

Se ainda estivesse entre os vivos uma figura tão carismática dos portugueses como o era o brilhante Fernando Pessa, teria de coçar a cabeça três vezes e repetir até a exaustão «E esta, hein...»

Ps - Amanhã na revista Focus uma reportagem completa com José Esteves

2 Comments:

At 01 Dezembro, 2006, Blogger JP said...

Ainda bem q chegaram a esta conclusão! Andaram anos a acusar-nos do atentado/acidente... enfim...

 
At 03 Dezembro, 2006, Blogger Ponto do Rectângulo said...

jp, «tão ladrão é o que vai a porta como o que fica a porta!!!» Sabes o que eu quro dizer!!! Isto não limpa a imagem a ninguêm ,bem pelo contrário, só vem confirmar o que toda a gente sabe...

 

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